Diferentes moedas e o plano real

Como estavam tendo mudanças constantes no valor e na nomenclatura da moeda brasileira, foi necessário uma estabilização, pois a inflação estava descontrolada. Então foi criado o Plano Real, que tinha como objetivo reduzir a inflação e também contê-la. O Plano Real foi elaborado por Fernando Henrique Cardoso que era ministro da Fazenda. O Plano Real funcionou tão bem  que ele veio a se eleger Presidente da República.

As principais ações do plano real foram a redução nos gastos públicos, criação da unidade real de valor (URV), criação do real e o controle cambial, que manteve o real valorizado em relação ao dólar.

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As várias unidades monetárias existentes, no Brasil, desde a época do império até a instituição do real em 1994 !

No Brasil, desde a época do império, existiram 5  unidades monetárias, porém algumas, em determinadas datas, voltaram a ser usadas, mas não com os mesmos valores, temos:

 

Cruzeiro real

Cruzeiro (1990-1993)

Cruzado novo

Cruzado

Cruzeiro (1970-1986)

Cruzeiro novo

Cruzeiro (1942-1967)

Réis

Conversão para moedas anteriores:

 

Para ilustrar a desvalorização da unidade monetária brasileira da época do império até a instituição do real, a lista a seguir apresenta o montante necessário para se obter R$ 1,00 (um real) em cada uma das unidades monetárias instituídas no Brasil, se a conversão entre elas ainda fosse possível:

ABRACCINE elege “Cabra Marcado para Morrer” como melhor documentário do cinema nacional.

Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) elegeu o documentário “Cabra Marcado para Morrer” como o melhor do cinema nacional. E também elegeu Eduardo Coutinho como importante realizador do gênero no pais ao ter 3 obras entre as 5 primeiras colocadas.

Segue o link com a reportagem matéria completa…

ABRACCINE elege “Cabra Marcado para Morrer” como o melhor documentário do cinema nacional

A carta de Tancredo Neves

Segue a carta de Tancredo Neves psicografada por Robson Pinheiro, onde Tancredo fala sobre a atual situação política, econômica e social do Brasil.

  • Carta de Tancredo Neves dirigida à nação brasileira – Psicografada por Robson Pinheiro

“Belo Horizonte, 4 de agosto de 2015.

Amigos e companheiros, brasileiros e brasileiras,

Nosso país passa por momentos incomuns em seu cenário político, econômico e social, […] a qual se faz perceber nos desdobramentos do nosso momento político e na conjuntura socioeconômica na qual estamos todos inseridos e imersos.

[…]. Nós enfrentamos, neste momento, um dos casos mais graves de obsessões complexas num âmbito generalizado em nossa nação. O país passa por uma crise [..] na qual as forças da oposição ao progresso culminaram com a derrocada de valores e conquistas do povo brasileiro, afetando, em grande medida, as instituições públicas. […]

[…]. Não mais podemos pensar num tempo de tranquilidade ou de aparente segurança, pois ninguém está seguro diante dos lobos travestidos em peles de ovelhas com seus discursos preparados para enganar e levar a multidão a erro. Em troca, deixam as migalhas caírem de seus cofres particulares, ou dos cofres e das contas bilionárias das quadrilhas que tomaram de assalto e aparelharam o governo, o país e as instituições que deveriam nos representar.

[…] eles representam um forte aparato de guerra que é utilizado a fim de retardar o progresso e fazer com que as instituições do bem sejam afetadas diretamente, pela força, a arrogância, as mentiras e as pretensões das quais se valem para fazer afundar o barco da nação brasileira.

A política faliu; os homens públicos faliram; muitas empresas sucumbiram mediante o abuso daqueles que tentam dominar a qualquer custo, e, inclusive, muitos homens de bem, muitas pessoas de boa vontade, iludidas, deixaram-se levar pelas promessas vãs, pelas políticas públicas populistas, com seu idealismo patético a distribuir suas migalhas, que ainda hoje retêm a população mais sofrida na situação de dependência crônica dos programas forjados para iludi-la, visando à ignorância do povo acerca do que se comete nos bastidores. Misérias e bolsas oportunistas são oferecidas à gente pobre, mas também aos ricos, enquanto lobos vorazes pilham a economia e buscam se manter disfarçados de ovelhas no comando de uma das maiores nações do planeta.

Por isso, hoje não nos resta uma alternativa plenamente confiável, embora vislumbremos a possibilidade de modificar esse panorama, dando um novo rumo ao nosso futuro. Se, por um lado, não se apresenta alguém que reúna condições genuínas e plenas de representar a nação e o povo brasileiro fazendo frente a esta marca da corrupção que avassala desde Brasília até a base mesma da sociedade — isto é, o povo comum —, pelo menos nos resta a alternativa de optarmos por uma ética ou, quem sabe, pela possibilidade de mudar, uma vez que o horizonte não nos aponta um líder ou uma liderança isenta de chances de perpetuar o erro. Ou, mais modestamente: diante do quadro dramático em que se vê a nossa nação, errar menos já seria de muito bom grado diante do extremo a que chegaram os representantes eleitos democraticamente pelo nosso povo, iludido pelas promessas, as mentiras e as ideologias de um governo dos mais corruptos que a história do Brasil já conheceu. Diante de tamanha manipulação mental, hipnótica e sensorial empregada por aqueles que formaram a quadrilha que nos governa desde os bastidores do Palácio da Alvorada até os bastidores da vida, sem dúvida errar menos já significaria grande avanço. […]”

Robson Pinheiro pelo espírito Tancredo Neves, na companhia dos espíritos José do Patrocínio e Getúlio Vargas

PINHEIRO, Robson. O partido: Projeto criminoso de poder. Belo Horizonte: Casa dos espíritos, 2016. P 14-25.

 

 

Documentário: Getúlio Vargas

Getúlio Vargas dominou a política do Brasil como chefe de uma revolução, presidente constitucional, ditador, ditador deposto, presidente eleito com um retorno triunfante e presidente suicida. Promoveu as mais importantes mudanças na vida política do país no século passado. E como ele mesmo disse, só morto deixaria o poder. Sua carreira como político e seu fim dramático continuam sendo temas de discussão e polêmicas apaixonadas. O documentário abaixo retrata o tumultuado governo de Getúlio Vargas.

Segue abaixo o link sobre o documentário da vida de Getúlio Vargas, o pai dos pobres:

Carta Testamento de Vargas

 

Antes de se suicidar com um tiro no peito, Getúlio Vargas (1882-1954) escreveu uma carta-testamento ainda hoje polêmica, pois existem dela duas versões: uma manuscrita, bastante concisa, e outra mais longa, datilografada, que foi distribuída para a imprensa como a mensagem oficial do político ao povo brasileiro. Em ambas, porém, Getúlio informa que deu cabo à própria vida em virtude de pressões de grupos internacionais e nacionais contrários ao trabalhismo – ou seja, criou sua versão das “forças ocultas” que algumas vezes leva a rupturas no poder.

Os dois documentos são ainda um libelo pró-nacionalismo e recendem personalismo, uma das marcas registradas do político. Getúlio se colocou, até na hora da morte, como defensor do povo e líder martirizado justamente para libertar os brasileiros. “Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco”, registra a versão datilografada. No manuscrito, há um trecho com recado semelhante. “Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.”

Há quem atribua o estilo do texto “oficial” ao redator dos discursos de Vargas, o jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado. De todo modo, por causa da carta-testamento, Maciel Filho é conhecido como o ghost-writer que saiu da sombra habitual do redator de aluguel para entrar para a história.

TEXTO MANUSCRITO

A Carta Testamento de Getúlio Vargas é um documento endereçado ao povo brasileiro escrito por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio, em 24 de Agosto de 1954.
Existe uma nota manuscrita do suicídio, e um documento datilografado “Carta Testamento”, da qual se conhecem três cópias, que foi lido em seu enterro por João Goulart, porém, existe uma grande polêmica quanto à autenticidade do texto datilografado.

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Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país, contra a minha pessoa. Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria ensejo para com fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao senhor, não de crimes que contrariei ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus. Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde….” 

TEXTO DATILOGRAFADO

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fi z-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da 
vida para entrar na história´´

 

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